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10/03/2021    495 visualizações

PCMG LOCALIZA HOMEM DESAPARECIDO AO IDENTIFICAR, POR ANÁLISE DE DNA, RESTOS MORTAIS

DRPD recebeu família pessoalmente para comunicar de forma humanizada a identificação 

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) localizou Marcelo Henrique da Veiga, 25, que estava desaparecido desde 2018, em Belo Horizonte, ao identificar uma ossada. No curso das investigações verificou-se a possibilidade do desaparecido estar morto, sendo sua genitora encaminhada ao Instituto de Criminalística/PCMG para coleta de material genético, para posterior confronto com material genético extraído de cadáveres/ossadas desconhecidos. O resultado concluiu pela compatibilidade entre os dois materiais, possibilitando a identificação dos restos mortais de Marcelo Henrique da Veiga.

A companheira de Marcelo Henrique da Veiga esteve presente na Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida (DRPD) para receber a informação oficialmente. “Mesmo sendo algo triste, ficamos aliviados com o comunicado oficial da morte dele, porque ao longo destes anos recebemos muitas informações falsas de que ele estava vivo, o que só aumentava a dor. Agradecemos o profissionalismo e o cuidado da DRPD com a gente”, declarou. 

Segundo a Chefe da DRPD, Delegada Maria Alice Faria, em caso de pessoa desaparecida não localizada, familiares ou materiais de uso pessoal do desaparecido são encaminhados ao Instituto de Criminalística/PCMG visando extração de DNA. Em seguida, esse material genético é armazenado no banco de perfis genéticos - Codis. “A partir dessa inserção, há o cruzamento automático com o perfil genético de cadáveres/ossadas não identificados, resposta importantíssima para solução das incógnitas”, explica.

O Delegado Lucas Coutinho ressalta a relevância de familiares (pais, irmãos e/ou filhos) de pessoas desaparecidas serem encaminhados ao Instituto de Criminalística para que seja coletado e armazenado o perfil genético para futuros confrontos. “Há a possibilidade de darmos respostas aos familiares de pessoas desaparecidas, que poderão encerrar o ciclo de dor, obter a certidão de óbito e adotar as medidas pertinentes na área cível (inventário, pensão etc). Na área criminal, poderá ser investigado, com eficiência, eventual crime praticado, já que agora se tem a identificação da vítima, dado fundamental para a investigação”, finaliza.